Nossa fala

Nos bancos das praças, nos ônibus, nos metros; no silêncio: falamos sozinhos. Sozinhos é uma forma de falar da presença na ausência, visto que só elaboramos qualquer locução, seja em silêncio, a partir da nossa experiência com o outro.

É no outro que nos expressamos, que mostramos no ser na presença do outro, ainda que esta presença seja manifesta na ausência. Assim ao falarmos sozinhos, sempre falamos com alguém ou de alguma coisa, em algum lugar, de alguma lembrança, de um sonho ou de um projeto. Somos, na nossa fala de muitos lugares, a expressão de alguém, de um lugar, de alguma coisa. Somos expressão das nossas relações. Falamos, mesmo no silêncio dos nossos pensamentos, a expressão do que vivemos.

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Frank Ribeiro

Psicólogo [CRP-03/7297 | Teólogo | Escritor. Pós-graduado (especialização) em Bioética. Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior Religioso. Mestre em Temas de Psicologia - Especialidade Família - Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto – Portugal, onde morou por três anos e meio, no desenvolvimento da dissertação do Mestrado que teve como tema: “Famílias brasileiras em Missões transculturais: uma análise intrafamiliar na escolha em ser família missionária”, e que se vincula ao Projeto NEAPEM (www.neapem.com.br). Temas de grande interesse: Missões, Hermenêutica, Conjugalidade, Relações Institucionais, Morte, Educação e Saúde Mental relacionada a Psicologia da Religião. Pela UPBOOKS publicou “Sublimidade: O Encontro de um homem e uma mulher – [Por que a mulher foi feita para ficar em casa?]”; Função Paterna: José Pai de Jesus, um referencial bíblico pela Editora Ephatha publicou, entre outros: “Abraão: O Construtor de Altares”, “Dízimos e Ofertas: Conceitos e Reflexões”; “Ato Terapêutico: a igreja como lugar de Cura”, “Amar é Comportamento”, “Casamento Deveria Ser como Flor de Cactos”; “Casamento Não Coisa Conquistada é Ato Conquistando”; “Aurion: Se o Amanhã Chegar”. Casado com Suely Ribeiro, sem filhos segundo os desígnios do Eterno, depois de três lutos.