Sintomas da ideação suicida.

Sintomas mais gerais. Estes sintomas não são regras fixas de forma absolutas, é possível haver uma variação significativa, considerando que a pessoa humana expressa-se em subjetividade e individualidade. Mas, em linhas gerais, temos:

  • sentindo ou parecendo sentir-se preso ou sem esperança (crise existencial).
  • sentindo dor emocional intolerável.
  • tendo mudanças de humor com muita (em pouco tempo) frequência.
  • falando de vingança, culpa ou vergonha.
  • estar agitado ou em estado de ansiedade elevado.
  • experimentando mudanças nos padrões de personalidade, rotina ou sono.
  • consumir drogas ou mais álcool do que o habitual, ou começar a beber quando não o haviam feito anteriormente.
  • envolver-se em comportamentos de risco, como dirigir perigosamente ou usar drogas.
  • colocando os assuntos em ordem e dando as coisas (não fazia antes)
  • se apossar de uma arma, medicamentos ou substâncias que poderiam acabar com uma vida.
  • experimentando depressão, ataques de pânico , concentração diminuída.
  • aumento do isolamento.
  • falando sobre ser um fardo para os outros.
  • agitação psicomotora, como andar pela sala, torcer as mãos, remover roupas e colocá-las novamente.
  • dizendo adeus aos outros como se fosse a última vez.
  • parece incapaz de experimentar emoções agradáveis a partir de eventos da vida normalmente agradáveis, como alimentação, exercício, interação social ou sexo
  • severo remorso e autocrítica.
  • falando sobre suicídio ou morte, lamentando estar vivo ou ter nascido.

A título de um exemplo bem específico, de acordo com uma revisão, a maioria dos estudos sobre etnia/imigrante e tentativas de suicídio mostrou taxas mais altas entre os imigrantes em comparação com a população nativa[1], embora o inverso tenha sido encontrado em alguns casos.


[1] Forte, A., Trobia, F., Gualtieri, F., Lamis, D., Cardamone, G., Giallonardo, V., … & Pompili, M. (2018). Suicide risk among immigrants and ethnic minorities: a literature overview. International journal of environmental research and public health, 15(7), 1438.


NOTA: Embora as informações nesta post possam ajudar você a responder adequadamente a uma morte por suicídio e a apoiar aqueles que foram tocados pelo suicídio, recomendamos que sempre busque ajuda a um profissional qualificado, caso você não tenha tal formação. No Brasil pode pedir ajuda para CVV – Centro de Valorização da Vida – – ou ligue para 188.

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